Do original em : recuerdosdepandora.com

Você já se perguntou por que durante o dia as cores vermelho, laranja e amarelo parecem mais brilhantes, contudo quando a luz está completamente ausente que só somos capazes de reconhecer as cores  azul, verde e violeta? O efeito de Purkinje é a explicação.

À medida que a luz é perdida, a retina do olho humano perde sensibilidade aos comprimentos de onda de luz longos (correspondente às cores amarelo, laranja e vermelho), contudo ganhamos sensibilidade para comprimentos de onda curtos ( correspondente às cores verde, azul e violeta).

A razão fisiológica é a presença na retina de dois tipos diferentes de células receptoras. Os cones são mais sensíveis à luz amarela, enquanto as hastes são mais sensíveis à luz em geral, (e, portanto, mais importantes, com pouca luz). As hastes, apesar de não distinguir as cores, respondem melhor às cores azul e verde, razão pela qual estas aparecem mais brilhantes em situações de pouca luz.


I: Efeito de Purkinje

A imagem acima mostra  como exitem dois tipos de equilíbrio e luminosidade ideal ao olho humano. Visão fotópica é a que ocorre com boa luz, quando os cones atingem o seu máximo de resposta fornecendo uma interpretação apropriada. O segundo equilíbrio corresponde à visão escotópica, quando cones param de funcionar corretamente, e as hastes tornam-se os principais receptores, levando-os a apreciar melhor as cores correspondentes aos comprimentos de onda curtos.

Essa peculiaridade também é responsável pela nossa visão durante o amanhecer e o pôr do sol ser mais vaga do que durante o dia ou noite, porque nossos olhos são incapazes de se adaptar nem à visão fotópica visão,  nem à visão escotópica.

Este efeito foi descoberto por Johannes Evangelista Purkinje pesquisador no século XIX, foi responsável por muitas outras descobertas e desenvolvimentos relacionados com o olho humano.


II: Johannes Evangelista Purkinje

Fontes e mais informações:

 

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