O uso de armamento pesado contra civis, conforme as suspeitas que recaem sobre o regime comandado por Bashar Al Assad, tornou a violência no País ainda mais “condenável e inaceitável”, nas palavras do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Tovar Nunes. A dura nota divulgada no fim da semana pelo Itamaraty representa um crescimento na preocupação do governo com os desdobramentos da crise que engolfa a Síria desde março do ano passado.

 

Ou seja, a mudança de tom do governo brasileiro se deve à escalada do conflito, principalmente à decisão de Assad de lançar mão de armamento militar contra civis. As suspeitas têm como base a morte de 200 pessoas na vila de Tremseh, bombardeadas pelas Forças Armadas sírias. O suposto massacre ocorreu na vila próxima à cidade de Hama, elevando para mais de 16 mil o número de vítimas fatais no levante contra o presidente sírio.

 

A escalada na violência, representada pela utilização de armamento militar, “rompe com os princípios de cessar a violência contra civis”, afirmou Nunes. O bombardeio por tropas oficiais mostra que o massacre de Tremseh não foi apenas “mais uma onda de violência”, na avaliação do governo brasileiro. Daí a decisão de condenar “veementemente a repressão violenta contra civis desarmados”, de acordo com a nota divulgada na sexta-feira.

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