foto/divulgação: Cláudia Schiara

Parte central da Casa de Apoio Social de Florianópolis

“Fui recebido aqui como se eu estivesse chegando na casa de um irmão querido. Eu só tenho que agradecer”, conta Manoel, que está há quatro meses na Casa de Apoio Social. Manoel pretende voltar para Bahia em maio, após o resultado de um processo que aguarda na justiça. O senhor de 61 anos poderá permanecer abrigado na Casa de Apoio até que possa retornar para sua cidade.

 

A Casa de Apoio Social é um espaço de hospedagem para pessoas que estão em situação de rua. Geralmente, são encaminhadas pelo Serviço de Abordagem de Rua.

 

Alimentação e atendimento psicológico são oferecidos pela Casa. A documentação (em português claro: papelada) para facilitar o retorno ao mercado de trabalho também é providenciada pelo Serviço.

Grande parte dos usuários do Serviço tem perturbaçãos ou são usuários de álcool e drogas. Para isto, são encaminhados diariamente para que sejam tratados pelos órgãos competentes.

Após os atendimentos, os usuários retornam à Casa de Apoio, onde permanecem hospedados até que estejam aptos para voltar às suas famílias e sociedade.

 

 A Casa recebe e atende, por dia, até 30 pessoas. Ao chegarem, os usuários recebem banho e alimentação. Se estiverem em condições de conversar, recebem atendimento psicológico. Em outros casos, os usuários descansam e se recompõem primeiro. A partir daí, são encaminhados para que recebam o tratamento apropriado. Estes tratamentos têm horários específicos, contudo para o caso de emergências, um carro permanece de plantão, com motorista e seguranças.

 

Apesar de ser um ambiente fechado, a Casa dispõe de uma ampla área externa que possibilita uma liberdade maior para as pessoas que lá estão. Nesta área, os usuários ouvem música, o que segundo as Assistentes Sociais, os acalma: “A musicoterapia ajuda significativamente a deixá-los mais tranqüilos, acessíveis para conversa, o que é imprescindível para que eles aceitem o tratamento”.

 

“Cada caso é diferente. Têm pessoas que em 15 dias já estão reabilitadas, contudo em outros casos é necessário mais tempo. O importante é que eles estejam aptos a voltar e se manter fora das ruas”, afirmou Neuza Maria Goedert, Assistente Social e responsável pela Casa de Apoio Social.

 

(Texto: Cibelly Favero)

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