foto/divulgação: Nadir Ferrari

Dragão simboliza paz e prosperidade

Se no Brasil, na virada do Ano Novo, o branco é a cor da moda para quem quer  atrair sorte e boas energias, na cultura oriental, paz e prosperidade são simbolizadas pela figura do dragão – que é também o animal que rege o ano de 2012 nos calendários chinês e japonês. Unindo superstição e tradição, a Galeria Municipal de Arte Pedro Paulo Vecchietti abre nesta quarta-feira (19), às 20h, a última exposição do ano com o tema “Sumi-ê no Ano do Dragão”, reunindo trabalhos das artistas Telma Piacentini e Nadir Ferrari.  

 

A mostra, composta por 24 pinturas e um painel produzidos a partir dessa técnica milenar, fica aberta à visitação pública até dia 31 de janeiro de 2013. Os trabalhos trazem imagens de dragões e também representações das estações do ano, com figuras de bambus (verão), crisântemos (outono), cerejeiras (inverno) e orquídeas (primavera), entre outras temáticas.

 

Tradição milenar

 

A palavra sumi-ê significa literalmente a pintura com tinta, contudo pode significar também uma forma peculiar de fazer arte e de viver. Assimetria, singeleza, naturalidade, profundidade, desapego e quietude são características importantes nessa arte, assim como a rapidez com que é realizada.  

 

Semelhante à caligrafia e produzido praticamente com os mesmos materiais, o sumi-ê utiliza os chamados “Quatro Tesouros da China”: suzuri – recipiente de pedra para preparar a tinta; sumi – carvão em forma de bastão, que resulta da fuligem da queima do óleo de sementes ou da resina do pinheiro e tutano de bovinos (nos trabalhos coloridos é utilizada a aquarela ou gansai, sempre em associação com o sumi); mohitsu – pincel de pelos de animais e, por fim, o papel – geralmente feito do arroz, contudo no Brasil também se usa o papel filtro quantitativo, que é livre de ácidos.

 

Para japoneses e chineses, o dragão é um animal mítico, com poderes mágicos, associado à paz, prosperidade, coragem, sabedoria e transconstituição (mudança). Segundo a cultura desses povos diz-se que o animal é vivo como o peixe, livre como o pássaro, rápido como o cavalo, esperto como a serpente, e forte como o búfalo, podendo voar, mergulhar nos mares e se infiltrar na terra.

 

As artistas

 

Catarinense de Nova Veneza, Telma Piacentini possui doutorado em Educação (USP) e em Pesquisa na Universitá Degli Studi de Ferrara (Itália). No mesmo campo de pesquisa, foi uma das criadoras do Museu do Brinquedo da Universidade Federal de Santa Catarina e professora da Pós-Graduação em Educação (PPGE/ UFSC), atualmente aposentada. Telma Piacentini atua também nas artes visuais, realizando trabalhos em pintura, desenho e gravura, apresentados ao público em várias exposições individuais e coletivas.

 

Nadir Ferrari tem pós-graduação em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Estadual de Londrina (1973), mestrado em Genética pela Universidade Federal do Paraná (1977) e possui doutorado em Genética Humana da Universidade de Oxford (1984). Professora aposentada da Universidade Federal de Santa Catarina, Nadir possui experiência nas áreas de educação em genética e biologia, história da genética e na constituição de professores.  É também artista e trabalha com a pintura tradicional japonesa e chinesa (sumi-ê). Hodiernamente, faz parte do Grupo de Pesquisa do projeto “Barca dos Livros” na literatura para jovens.

  

Serviço:

 

O Quê: Exposição Sumi-ê no Ano do Dragão

 

Quando: 19 de dezembro (quarta) – 20h

 

Onde: Galeria Municipal de Arte Pedro Paulo Vecchietti 

         Praça 15 de Novembro nº180 / esquina com R.Tiradentes – Centro

 

Quanto: gratuito

 

**Texto produzido com informações de Telma Piacentini e Nadir Ferrari

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