foto/divulgação: Silvio Sousa

Orações para Bobby

Mary (Sigourney Weaver) é uma religiosa que segue à risca todas as palavras da bíblia. Quando seu filho Bobby (Ryan Kelley) revela ser gay, ela imediatamente leva o filho para terapias e cultos religiosos com o intuito de “curá-lo”. No entanto, Bobby não suporta a pressão e se atira de uma ponte, encerrando sua vida aos 20 anos de idade. Depois desse fato, Mary descobre um diário do garoto e passa a conhecer melhor o mundo dos homossexuais, tornando-se, logo, uma ativista em prol dos diretos gays. Baseado em uma história real.

 

Quando: 07/11/2012 Quarta Feira

Horárrio da Sessão: 20h

Onde: Auditório da Biblioteca M. Professor Barreiros Filho (Rua João Evangelista da Costa, 1160 – Estreito – 3271 7914)

Classificação 14 anos

Entrada Gratuita

 

Sobre o Filme:

 

“Eu não vou ter um filho gay”. Essa é a última frase que Mary (Sigourney Weaver) disse para o seu filho, Bobby (Ryan Kelley). Ele pulou de uma ponte e acabou com sua jovem vida de 20 anos de idade. A mãe do garoto acredita que gays são pessoas que fazem sexo em banheiros públicos, depravados suscetíveis a qualquer tentação carnal e que são assim porque escolheram. Esse é o pensamento dela e também o de muitas pessoas. O cinema, ao meu ver, nunca conseguiu realizar um filme sobre esse tema com a devida sensibilidade. E nisso incluo, também, o cultuado O Segredo de Brokeback Mountain (pra mim, mais uma história de atração do que de amor) e o recente Milk – A Voz da Igualdade. Orações Para Bobby vem mudar esse cenário.

Pena que o filme de Russell Mulcahy tenha sido feito para TV – ou seja, destinado a não ter grande repercussão. É um trabalho que, certamente, merecia um reconhecimento mais amplo. Encontramos nele uma abordagem diferente sobre o mundo homossexual: trata puramente sobre as emoções, deixando de lado o tão explorado lado sexual. Aí que está o maior mérito de Orações Para Bobby; ele traz jornadas sentimentais muito interessantes. Tanto do garoto quanto da sua mãe. A primeira metade do filme é sobre como o garoto procura se aceitar e se inserir na família preconceituosa, padecendo com discriminações e com o fato de ser “diferente”. Na segunda metade, acompanhamos o arrependimento da mãe, que começa a descobrir toda a sensibilidade que seu filho tinha ou como os gays são seres humanos providos de sentimentos como qualquer pessoa.


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