Várias atividades serão desenvolvidas hoje, 18, pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), da Prefeitura de Teresina, para celebrar o Dia Nacional da Luta Antimanicomial. As ações, que vão desde oficinas de beleza a apresentações culturais, serão efetivadas pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do município.

O CAPS III, por exemplo, programou ações lúdicas e recreativas, além de bazar e exposição de confecções artesanais produzidas pelos próprios usuários. As atividades ocorrerão na Pracinha Zezé Holanda, localizada no Conjunto São Raimundo, no bairro Ilhotas, zona Sul. No local, estarão reunidos os usuários do CAPS II Norte. Roda de conversa, debates, vídeos e músicas são atividades do CAPS II Sul, no próprio Centro. Toda a programação tem início a partir das 9 horas, entrando pelo turno da tarde.

O CAPS II Sudeste, por sua vez, vai oferecer aos usuários oficina de beleza, com a participação de profissionais da Fundação Wall Ferraz, oficina de saúde, com aferição de pressão arterial e informações sobre doenças sexualmente transmissíveis, além de bazar, com exposição e venda de produtos confeccionados pelos usuários, apresentações de capoeira, de dança e humorística, entre outras atividades.

O CAPS II Leste programou entre os usuários, segundo a coordenadora Tânia Melo, uma manifestação na Ponte Estaiada João Izidoro França, das 8 horas às 9 horas, com distribuição de folders, no sentido de sensibilizar a população sobre a importância da luta antimanicomial que vem crescendo em todo o País.

A coordenadora do CAPS III, psicóloga Cleonice Teles, revela que o dia 18 de maio se fortalece a cada ano por representar uma luta mundial antimanicomial. “Esse movimento teve seu início marcado pela insatisfação de trabalhadores em saúde mental que reivindicavam transformações essenciais na assistência a usuários com perturbação mental. Começou no Brasil em 1987, evidenciado por conflitos, mas, sobretudo, por desafios que envolviam o fechamento de manicômios, a redução progressiva de leitos em hospitais psiquiátricos, a consequente desinstitucionalização e a construção de uma rede assistencial substitutiva”, explica.

Nesse cenário, segundo Cleonice Teles, Teresina, por intermédio de ações da Prefeitura de Teresina, tem avançado na implantação de uma rede assistencial substitutiva, que hoje atende a cerca de seis mil usuários. Hodiernamente, o município conta com os serviços de quatro CAPS II (Centro-Norte, Leste, Sudeste e Sul), um CAPS II ad (álcool e outras drogas) e um CAPS III (Sul), além do projeto Consultório de Rua. “A intenção é avançar ainda mais com projetos que estão sendo finalizados por técnicos da área de saúde mental da Fundação Municipal de Saúde”, conclui a psicóloga.

 

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