SETE / Divulgação

"Para o Governo de Minas, a qualidade do emprego é agora a grande prioridade", destaca Igor Coura

“Para o Governo de Minas, a qualidade do emprego é agora a grande prioridade”, destaca Igor Coura


Em maio de 2012 a taxa de desemprego total na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) foi de 5,0% da População Economicamente Ativa (PEA), a mesma registrada no mês anterior. Assim como no mês de abril, a taxa é a menor registrada na série histórica da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-RMBH), iniciada em 1996.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (27) pela Fundação João Pinheiro, Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (Sete), Dieese e Fundação Seade.

Entre as sete Regiões Metropolitanas avaliadas pela PED (Belo Horizonte, Distrito Federal, Fortaleza , Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo), a de Belo Horizonte mantém a menor taxa de desemprego pelo 11º mês consecutivo.

“O que mais impacta para que a taxa da RMBH permaneça a menor entre as regiões metropolitanas é o peso forte do setor de serviços, que representa 57% das pessoas que estão empregadas no mercado de trabalho hoje”, explica o coordenador da PED pela Fundação João Pinheiro, Plínio Campos.

No período avaliado, houve ligeiro acréscimo no contingente de ocupados (7 mil), mesmo número de pessoas que passaram a fazer parte do mercado de trabalho, o que resultou na estabilidade do número de desempregados. O tempo médio de procura por trabalho foi de 25 semanas, uma a mais que o mês de abril.

Para o coordenador do Observatório do Trabalho da Sete, Igor Coura, sempre haverá movimentação no mercado de trabalho; portanto, uma queda maior na taxa de desemprego é improvável. “Somos resistentes em dizer que estamos numa situação de pleno emprego, pois a estrutura do mercado não é homogênea. Para afirmarmos que essa é a taxa ideal, precisamos de um mercado de trabalho estável e organizado. Mas estamos bastante satisfeitos com os números alcançados. Para o Governo de Minas, por meio da Sete, a qualidade do emprego é agora a grande prioridade para que fiquemos numa situação confortável”, afirma.

Setores

Na comparação com o mês de abril, o setor de serviços registrou crescimento de 23 mil empregos, o agregado “outros setores” 5.000, e a indústria 3.000. Em movimento contrário, construção civil e comércio padeceram reduções de 13 mil e 11 mil, respectivamente.

Entre abril de 2011 e abril de 2012, houve acréscimo de 56 mil postos de trabalho no setor privado (4,4%) e de 8 mil ocupações no emprego público (2,5%). Foram registrados aumentos de 83 mil (7,4%) trabalhadores assalariados com carteira assinada e de 11 mil (7,8%) ocupados no setor de empregados domésticos.

“É importante ressaltar que a geração de novas ocupações foi suficiente para absorver todas as pessoas que ingressaram no mercado de trabalho, o que fez com que a taxa permanecesse estável. Outro fato que chama a atenção é o de que, pelo sétimo mês consecutivo, observamos crescimento na ocupação”, analisa Campos.

Rendimentos

Em abril, o rendimento real médio dos ocupados foi estimado em RS 1.403, sendo registrada redução de 0,9%, se comparado a março. No setor privado, foi observada relativa estabilidade no salário médio da indústria (0,3%). Em contrapartida, houve redução de 2,2% no salário médio do setor de serviços e de 4,6% no do comércio.

“A expectativa para os próximos meses é de que tenhamos taxas menores, se comparadas às do ano anterior”, conclui Plínio Campos.

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