Renato Cobucci/Secom MG

Simulador fornece resultados de forma necessita e em tempo real

Simulador fornece resultados de forma necessita e em tempo real


Com objetivo de aferir de forma criteriosa e moderna a capacidade de portadores de deficiência de dirigir automóveis, motos e caminhões, o Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) conta com um simulador de movimento semelhante a um carro de verdade. O Detran-MG é o único no país a utilizar esse tipo de simulador, que fornece os resultados de forma necessita e em tempo real, já que é totalmente informatizado.

O equipamento, doado pela Fiat Automóveis, é capaz de aferir a força de pernas, braços, mãos, aferir a velocidade dos movimentos, agilidade para pisar nos pedais, além de medir os reflexos e capacidade de visão periférica dos portadores de deficiência. A partir da avaliação no simulador, é possível indicar qual adaptação será obrigatória no veículo, como direção hidráulica, adaptadores de volantes e pedais, câmbio automático, entre outras.

“O simulador traz resultados precisos e objetivos. O potencial de erro é muito pequeno e, dessa forma, conseguimos aferir o grau e intensidade da deficiência do condutor. Em alguns casos, ele não está apto a dirigir, nem com o carro adaptado. Nosso intuito é garantir a segurança do condutor”, afirma o médico Marcelo Figueiredo, chefe da Divisão de Seleção Médico-Psicológica do Detran-MG.

Marcelo explica que o primeiro passo do portador de deficiência que quer tirar a carteira de motorista é consultar um médico, que irá aferir a situação clínica do paciente. Com o laudo em mãos, ele deve buscar a delegacia de sua cidade ou o Detran na capital e marcar a avaliação.

O segundo passo é o exame médico realizado por médicos do Detran, que encaminham o condutor para avaliação no simulador.  “Feito isso, o tipo de deficiência é reavaliado e qualificado. Vamos apontar qual adaptação será necessária no carro ou se, de fato, o candidato à carteira tem algum tipo de problema físico que o impeça de dirigir”.  Em seguida, o candidato passa pelo exame de rua em carro adaptado.

O médico ressalta que os condutores do interior do Estado têm de vir à capital fazer os testes, o mesmo acontece para as pessoas que adquiriram deficiência após tirarem a primeira carteira de motorista. No caso de renovação, não é necessário vir à capital.

Menina dos olhos

Marcelo Figueiredo classifica o equipamento como a “menina dos olhos” do setor. Ele relata o caso de um condutor que não tinha os dois braços e foi aprovado. “Acionamos o Denatran para ver se era possível aprová-lo e tivemos o aval, já que o motorista sem os braços passou em todos os testes. Já tivemos casos de condutores sem as duas pernas, não sem os braços, mas esse fazia tudo muito bem com os pés, inclusive abrir a porta”, conta.

O chefe da seção de Exames Especiais do Detran, José Gastão Soares Oliveira, afirma que são feitos cerca de 30 exames por dia no equipamento. Ele é responsável por operar a máquina. “Por ser tudo informatizado, o simulador não deixa dúvidas. Antigamente, os exames eram mais subjetivos e não tão precisos, por isso, é a nossa menina dos olhos”, brinca. 

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