Os resultados do primeiro semestre de 2012 do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), publicados nesta quinta-feira (23), refletem sua nova estratégia de atuação. Os desembolsos totais do BDMG exibiram evolução no primeiro semestre do ano, com crescimento de 31% em relação ao mesmo período do exercício passado, alcançando R$ 619,3 milhões.

Para o segmento de micro e pequenas empresas, o BDMG desembolsou R$ 127,4 milhões no primeiro semestre deste ano, 41% a mais que no mesmo período de 2011. Em julho de 2012, essas liberações superaram o total aportado durante todo o ano de 2011, ultrapassando os R$ 150 milhões.

A maior parte dos desembolsos (R$ 345 milhões) foi destinada ao setor industrial, em especial aos segmentos de minerais não metálicos, produtos alimentícios, máquinas e equipamentos. Os ativos totais do BDMG aumentaram 26%, passando de R$ 2,462 bilhões no primeiro semestre de 2011 para R$ 3,092 bilhões no mesmo intervalo deste ano.

Uma das diretrizes do BDMG é ser parceiro do Estado e dos municípios, oferecendo apoio crescente às administrações municipais. O Banco registrou crescimento expressivo de 116,6% em desembolsos para municípios no primeiro semestre de 2012, ante igual período do ano passado, saltando para R$ 94,1 milhões. Desse total, R$ 72 milhões foram disponibilizados por meio do Programa BDMG Novo Somma. Os recursos, de capital próprio do Banco, foram destinados à compra de máquinas e equipamentos para intervenções em vias públicas, e obras de infraestrutura e de tratamento de resíduos sólidos urbanos. O BDMG também repassou recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para aquisição de máquinas e ônibus escolares.

O patrimônio líquido da instituição financeira apurou incremento, de 13%, evoluindo de R$ 1,099 bilhão para R$ 1,243 bilhão nos períodos comparados. Um dos fatores que contribuíram para esse desempenho foi o crescimento do lucro líquido (27%), de R$ 26 milhões para R$ 33 milhões nos intervalos analisados. A carteira própria de operações de crédito, realizadas com recursos próprios e de repasses, teve crescimento substancial (45%), de R$ 1,648 bilhão para R$ 2,394 bilhões.

Os focos principais do BDMG são multiplicar a base de clientes de micro e pequeno portes, ser parceiro do Estado e municípios, buscar novas forma de atuação para contribuir com o desenvolvimento socioeconômico do Estado – priorizando iniciativas nas áreas de inovação e sustentabilidade ambiental – e melhorar o atendimento ao cliente, facilitando o acesso a recursos financeiros e agilizando as concessões de crédito.

Acesso ao crédito

O Banco tem criado condições para facilitar o acesso ao crédito, especialmente para as micro e pequenas empresas. O BDMG desenvolveu um novo modelo de distribuição, baseado numa rede de Correspondentes Bancários espalhados por todo o Estado, na plataforma digital BDMG Web – que estará à disposição ainda este ano – e no call center, recentemente reformulado.

Por meio de parcerias com cooperativas de crédito e entidades empresariais, o Banco passou a contar com 130 instituições credenciadas como Correspondentes Bancários, que já proporcionaram o recebimento de 349 propostas de financiamento. Já o BDMG Web e o call center permitirão que a instituição esteja cada vez mais próxima do cliente, agilizando e facilitando a concessão de crédito.

Novas formas de atuação

O Banco também concentrou esforços na elaboração de projetos especiais nas áreas de mercado de capitais, parcerias público-privadas (PPPs) e meio ambiente. O BDMG assessorou o projeto de concessão da Rede Multisserviços da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), estruturou a emissão de debêntures da Minas Gerais Participações (MGI) e a concessão de empreendimento imobiliário do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC).

O BDMG investe ainda em fundos de empresas emergentes (FIEE) e de participações (FIP), colaborando para o surgimento de negócios inovadores. Na modalidade de fundos de venture capital (capital de potencial), o BDMG apoia o FIEE HorizonTI (empresas de TI da Região Metropolitana de Belo Horizonte), o FIP Brasil Sustentabilidade (projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) e FIP Brasil TI DLM (empresas brasileiras de TI). Já o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) oferece crédito de curto prazo, a baixo custo, às empresas ligadas a cadeias produtivas mineiras. Como parte da política de atração de investimentos para o Estado, o BDMG tem atuado na participação acionária – via subsidiárias – em empreendimentos que buscam se instalar em Minas Gerais.

Na avaliação do presidente do BDMG, Matheus Cotta de Carvalho, os resultados do primeiro semestre de 2012 condizem com a nova estratégia do Banco. “Temos buscado aumentar cada vez mais a agilidade dos processos internos e consolidar um modelo de parcerias que aproxime o BDMG ainda mais dos clientes. Uma das nossas atenções são os clientes que mais necessitam do crédito, como as micro, pequenas e médias empresas”, finaliza.