Prefeitura do Município de Londrina – Secretaria M. Saúde – DST

O que são as DST?

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso de camisinha com uma pessoa que esteja infectada; e, geralmente, se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. As mais conhecidas são gonorréia e sífilis.

Algumas DST podem não apresentar sintomas, tanto no homem quanto na mulher. E isso requer que, se fizerem sexo sem camisinha, procurem o serviço de saúde periodicamente. Essas doenças, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves, como infertilidades, câncer e até a morte.

Usar preservativos em todas as relações sexuais (oral, anal e vaginal) é o método mais eficaz para a redução do risco de transmissão das DST, em especial do vírus da Aids, o HIV. Outra forma de infecção pode ocorrer pela transfusão de sangue contaminado ou pelo compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente no uso de drogas injetáveis. A Aids e a Sífilis também podem ser transmitidas da mãe infectada, sem tratamento, para o bebê durante a gravidez ou no momento do parto. E, no caso da Aids, também na amamentação.

O tratamento das DST melhora a qualidade de vida do paciente e interrompe a cadeia de transmissão dessas doenças. O atendimento e o tratamento são gratuitos nos serviços de saúde do SUS.

Sintomas das DST

As DST são muitas e podem ser causadas por diferentes agentes. Apesar disso, elas podem ter sintomas parecidos. Veja, abaixo, os principais sintomas das DST mais comuns:

Corrimento pelo colo do útero e/ou vagina (branco, cinza ou amarelado), pode causar coceira, dor ao urinar e/ou dor durante a relação sexual, cheiro ruim na região. DST prováveis: Tricomoníase, Gonorréia e Clamídia. Corrimento pelo canal de onde sai a urina, que pode ser amarelo purulento ou mais claro, com cheiro ruim, além de poder apresentar coceira e sintomas urinários, como dor ao urinar e vontade de urinar constante. DST prováveis: Tricomoníase, Gonorréia, Clamídia, Micoplasma e Ureoplasma. Presença de feridas na região genital (pode ser uma ou várias), dolorosas ou não, antecedidas ou não por bolhas pequenas, acompanhadas ou não de “íngua” na virilha. DST prováveis: Sífilis, Cancro Mole, Herpes Genital, Donovanose, Linfogranuloma Venéreo. Dor na parte baixa da barriga (conhecido como baixo ventre ou “pé da barriga”) e durante a relação sexual. DST prováveis: Gonorréia, Clamídia, infecção por outras bactérias. Verrugas genitais ou “crista de galo” (uma ou várias), que são pequenas no início e podem crescer rapidamente e se parecer com uma couve-flor. DST prováveis: Infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV).

Não sinta vergonha de conversar com o profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre sexo ou qualquer coisa diferente que esteja percebendo ou sentindo. É direito de todo brasileiro buscar esclarecimento e informações durante o atendimento de saúde.

Cancro Mole

O Cancro Mole pode ser chamado de Cancro Venéreo, mas seu nome mais popular é “cavalo”. Provocado pela bactéria Haemophilus ducreyi, é mais frequente nas regiões tropicais, como o Brasil.

Formas de Contágio – A transmissão ocorre pela relação sexual com uma pessoa infectada, sendo o uso da camisinha a melhor forma de prevenção.

Sinais e Sintomas – Os primeiros sintomas – dor de cabeça, febre e fraqueza – aparecem de 2 a 15 dias após o contágio. Depois, surgem pequenas e dolorosas feridas com pus nos órgãos genitais, que aumentam progressivamente de tamanho e profundidade. A seguir, aparecem outras lesões em volta das primeiras.

Após 2 semanas do início da doença, pode aparecer um caroço doloroso e avermelhado na virilha (íngua), que pode dificultar os movimentos da perna ao andar. Esse caroço pode drenar uma secreção purulenta esverdeada ou misturada com sangue.

Nos homens, as feridas aparecem na cabeça do pênis (glande). Na mulher, ficam na vagina e/ou no ânus. Nem sempre a ferida é visível, mas provoca dor na relação sexual e ao evacuar.

Tratamento – Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessa DST, é recomendado procurar um profissional de saúde, para o diagnóstico precoce e indicação do tratamento com antibiótico adequado.

Clamídia e Gonorréia

Clamídia e Gonorréia são infecções causadas por bactérias que podem atingir os órgãos genitais masculino e feminino. A Clamídia é muito comum entre os adolescentes e adultos jovens, podendo causar graves problemas à saúde. A Gonorréia pode infectar o pênis, o colo do útero, o reto (canal anal), a garganta e os olhos. Quando não tratadas, essas doenças podem causar infertilidade (dificuldade para ter filhos), dor durante a relação sexual, gravidez nas trompas, entre outros danos à saúde.

Sinais e Sintomas – Nas mulheres, pode haver dor ao urinar ou no baixo ventre (pé da barriga), aumento de corrimento, sangramento fora da época da menstruação, dor ou sangramento durante a relação sexual. Entretanto, é muito comum estar doente e não ter sintoma algum. Por isso, é recomendável procurar um serviço de saúde periodicamente, em especial se houve sexo sem camisinha.

Nos homens, normalmente há uma sensação de ardor e esquentamento ao urinar, podendo causar corrimento ou pus, além de dor nos testículos. É possível que não haja sintomas e o homem transmita a doença sem saber. Para evitar, é necessário o uso da camisinha em todas as relações sexuais.

Diagnóstico – Por meio da consulta com um profissional de saúde, exame clínico específico e coleta de secreções genitais.

Tratamento – Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessas DST, é recomendado procurar um profissional de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado, com o uso de antibióticos específicos.

Oftalmia Neonatal – É uma conjuntivite do recém-nascido após contaminação, durante o nascimento, com secreções genitais da mãe infectada por Clamídia e/ou Gonorréia não tratadas. Surge no primeiro mês de vida e, se não prevenida ou tratada adequadamente, pode levar à cegueira.

Seus sinais e sintomas principais são vermelhidão e inchaço das pálpebras e/ou presença de secreção (pus) nos olhos.

Deve ser feita a prevenção em todos os recém-nascidos com um colírio, aplicado na primeira hora após o nascimento, ainda na maternidade.

Todo caso de Oftalmia Neonatal deve receber tratamento imediato para as principais bactérias causadoras (genococo, causador da Clamídia e Gonorréia), a fim de prevenir consequencias graves, como a cegueira. A mãe e seu(s) parceiro(s) sexuais devem ser avaliados e tratados.

Condiloma Acuminado – HPV

O Condiloma Acuminado – HPV, também conhecido como verruga genital, crista de galo, figueira ou cavalo de crista, é uma DST causada pelo Papilomavírus humano (HPV). Atualmente, existem mais de 100 tipos de HPV – alguns deles podendo causar câncer, principalmente no colo do útero e do ânus. Entretanto, a infecção pelo HPV é muito comum e nem sempre resulta em câncer. O exame de prevenção do câncer ginecológico, o Papanicolau, pode detectar alterações precoces no colo do útero e deve ser feito de rotina por todas as mulheres.

Não se conhece o tempo em que o HPV pode permanecer sem sintomas e quais são os fatores responsáveis pelo desenvolvimento de lesões. Por esse motivo, é recomendável periodicamente procurar serviços de saúde para consultas.

Sinais e Sintomas – A infecção pelo HPV normalmente causa verrugas de tamanhos variáveis. No homem, é mais comum na cabeça do pênis (glande) e na região do ânus. Na mulher, os sintomas mais comuns surgem na vagina, vulva, região do ânus e colo do útero. As lesões também podem aparecer na boca e na garganta. Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo vírus sem apresentar sintomas.

Formas de Contágio – A principal forma de transmissão desse vírus é pela via sexual. Para ocorrer o contágio, a pessoa infectada não precisa apresentar sintomas. Mas, quando a verruga é visível, o risco de transmissão é muito maior. O uso da camisinha durante a relação sexual geralmente impede a transmissão do vírus, que também pode ser transmitido para o bebê durante o parto.

Tratamento – Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessa DST, é recomendado procurar um profissional de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado.

Vacina – Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos de HPV mais presentes no câncer de colo do útero. Essas vacinas, na verdade, previnem contra a infecção por HPV. Mas o real impacto da vacinação contra o câncer de colo do útero só poderá ser observado após décadas. Uma dessas vacinas é quadrivalente, ou seja, previne contra 4 tipos de HPV: o 16 e o 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero, e o 6 e o 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra vacina é específica para os subtipos 16 e 18.

É fundamental deixar claro que a adoção da vacina não substituirá a realização regular do exame de citologia, o Papanicolau (preventivo). Trata-se de mais uma estratégia possível para o enfrentamento do problema e um momento importante para avaliar se há existência de DST. Ainda há muitas perguntas sem resposta relativas à vacina:

Ela só previne contra as lesões pré-cancerosas ou também contra o desenvolvimento do câncer de colo do útero? Qual o tempo de proteção conferido pela vacina? Levando-se em conta que a maioria das infecções por HPV são facilmente debeladas pelo sistema imunológico, como a vacinação afeta a imunidade natural contra o HPV? Como a vacina afeta outros tipos de HPV associados ao câncer de colo do útero e condilomas (verrugas)?

A vacina funciona estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado, a presença destes anticorpos no local da infecção e sua persistência durante um longo período de tempo.

A duração da imunidade conferida pela vacina ainda não foi determinada, principalmente pelo pouco tempo em que é comercializada no mundo, desde 2007. Até o momento, só se tem convicção de 5 anos de proteção. Na verdade, embora se trate da mais importante novidade surgida na prevenção à infecção pelo HPV, ainda é preciso delimitar qual é o seu alcance sobre a incidência e a mortalidade do câncer de colo do útero.

A forma como as informações sobre o uso e a eficácia da vacina têm chegado à população brasileira é adequada?

Não. É preciso que fabricantes, imprensa, profissionais e autoridades de saúde estejam conscientes de sua responsabilidade. É imprescindível esclarecer sob quais condições a vacina pode se tornar um mecanismo eficaz de prevenção para não gerar uma expectativa irreal de solução do problema e desmobilizar a sociedade e seus agentes com relação às políticas de promoção e prevenção realizadas. Deve-se informar que, segundo as pesquisas, as principais beneficiadas são as meninas que ainda não fizeram sexo, que as mulheres deverão manter a rotina de realização do exame Papanicolau e as DST que, mesmo comprovada a eficácia da vacina e sua aplicação ocorra em larga escala, uma redução significativa dos indicadores da doença pode demorar algumas décadas.

Doença Inflamatória Pélvica – DIP

A Doença Inflamatória Pélvica – DIP, pode ser causada por várias bactérias que atingem os órgãos sexuais internos da mulher, como útero, trompas e ovário, causando inflamações.

Formas de Contágio – Essa infecção pode ocorrer por meio de contato com as bactérias após a relação sexual desprotegida. A maioria dos casos ocorre em mulheres que tenham outra DST, principalmente Clamídia e Gonorréia não tratadas. Entretanto, também pode ocorrer após algum procedimento médico local (inserção de DIU – Dispositivo Intra-Uterino, biópsia na parte interna do útero, curetagem).

Sinais e Sintomas – A DIP manifesta-se por dor na parte baixa do abdômen (no “pé da barriga” ou baixo ventre). Também pode haver secreção vaginal (do colo do útero), dor durante a relação sexual, febre, desconforto abdominal, fadiga, dor nas costas e vômitos. Pode haver evolução para forma grave, com necessidade de internação hospitalar para tratamento com antibióticos por via venosa.

Tratamento – Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessa DST, é recomendado procurar imediatamente um profissional de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado.

Donovanose

É uma infecção causada pela bactéria Klebsiella granulomatis, que afeta a pele e mucosas das regiões da genitália, da virilha e do ânus. Causa úlceras e destrói a pele infectada. É mais frequente no norte do Brasil e em pessoas com baixo nível socioeconômico e higiênico.

Sinais e Sintomas – Os sintomas incluem caroços e feridas vermelhas de sangramento fácil. Após a infecção, surge uma lesão nos órgãos genitais, que lentamente se transforma em úlcera ou caroço vermelho. Essa ferida pode atingir grandes áreas, danificar a pele em volta e facilitar a infecção por outras bactérias. Como as feridas não causam dor, a procura pelo tratamento pode ocorrer tardiamente, aumentando o risco de complicações.

Tratamento – O tratamento, com uso de antibióticos, deve ser prescrito por profissional de saúde após avaliação cuidadosa. Deve haver retorno após o término do tratamento para avaliação de cura da infecção. É necessário evitar contato sexual até que os sintomas tenham desaparecido e o tratamento finalizado.

Herpes

É uma doença causada por um vírus que, apesar de não ter cura, tem tratamento. Seus sintomas são, geralmente, pequenas bolhas agrupadas que se rompem e se transformam em feridas. Depois que a pessoa teve contato com o vírus, os sintomas podem reaparecer dependendo de fatores como estresse, cansaço, esforço exagerado, febre, exposição ao sol, traumatismo, uso prolongado de antibióticos e menstruação. Em homens e mulheres, os sintomas geralmente aparecem na região genital (pênis, ânus, vagina e colo do útero).

Formas de Contágio – O herpes genital é transmitido por meio de relação sexual (oral, anal ou vaginal) sem camisinha com uma pessoa infectada. Em mulheres, durante o parto, o vírus pode ser transmitido para o bebê se a gestante apresentar lesões por herpes. Por ser muito contagiosa, a primeira orientação dada a quem tem herpes é uma maior atenção aos cuidados de higiene: lavar bem as mãos, evitar contato direto das bolhas e feridas com outras pessoas e não furar as bolhas.

Sinais e Sintomas – Essa doença é caracterizada pelo surgimento de pequenas bolhas na região genital, que se rompem formando feridas e desaparecendo espontaneamente. Antes do surgimento das bolhas, pode haver sintomas como formigamento, ardor e coceira no local, além de febre e mal-estar. As bolhas se localizam principalmente na parte externa da vagina e na ponta do pênis. Após algum tempo, porém, o herpes pode reaparecer no mesmo local, com os mesmos sintomas.

Tratamento – Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessa DST, é recomendado procurar um profissional de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado. Não furar as bolhas e não aplicar pomadas no local sem recomendação profissional.

Infecção pelo Vírus T-Linfotrópico Humano – HTLV

A doença é causada por um vírus e possui duas formas: o tipo 1, relacionado a doença neurológica e leucemia; e o tipo 2, mais raro. O Vírus T-Linfotrópico Humano – HTLV, infecta as células de defesa do organismo, os linfócitos T, e surgiu em 1980, a partir de um paciente com um tipo raro de leucemia de células T, tipo de câncer que ataca a medula óssea.

Formas de Contágio – A transmissão desse vírus se dá pelo sexo sem camisinha com uma pessoa infectada, uso em comum de seringas e agulhas durante o uso de drotas e da mãe infectada para o recém-nascido (principalmente pelo aleitamento materno). Por isso, é indicado usar camisinha sempre. Mulheres grávidas também precisam fazer acompanhamento médico.

Sinais e Sintomas – Os sintomas mais comuns são dor nas pernas e na região lombar (parte inferior da coluna lombar) e dificuldade para defecar ou urinar. Porém, 99% dos portadores do HTLV nunca desenvolverão qualquer problema de saúde relacionado a esse vírus.

Tratamento – Como o risco de desenvolvimento de doença associado ao HTLV é muito baixo, não existe indicação de tratamento nos casos assintomáticos. Na presença de qualquer sinal ou sintoma de possível DST, é recomendado procurar um profissional de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado.

Linfogranuloma Venéreo

É uma infecção crônica causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que atinge os genitais e os gânglios da virilha.

Formas de Contágio – A transmissão do Linfogranuloma Venéreo ocorre pelo sexo desprotegido com uma pessoa infectada. Por isso, é preciso usar camisinha sempre e cuidar da higiene íntima após a relação sexual.

Sinais e Sintomas – Os primeiros sintomas aparecem de 7 a 30 dias após a exposição à bactéria. Primeiro, surge uma ferida ou caroço muito pequeno na pele dos locais que estiveram em contato com essa bactéria (pênis, vagina, boca, colo do útero e ânus) que dura, em média, de 3 a 5 dias. É preciso estar atento às mudanças do corpo, pois essa lesão, além de passageira, não é facilmente identificada. Entre 2 a 6 semanas após a ferida, surge um inchaço doloroso dos gânglios da virilha. Se esse inchaço não for tratado rapidamente, pode piorar e formar feridas com saída de secreção purulenta, além de deformidade local. Pode haver, também, sintomas gerais como dor nas articulações, febre e mal-estar.

Tratamento – Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessa DST, é recomendado procurar um profissional de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado, que consiste no uso de antibióticos por tempo determinado.

Sífilis

É uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode se manifestar em três estágios. Os maiores sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintomas e, por isso, dá a falsa impressão de cura da doença.

Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a Sífilis, principalmente as gestantes no primeiro trimestre de gestação, pois a Sífilis Congênita pode causar aborto, má formação do feto e/ou morte ao nascer. O cuidado também deve ser especial durante o parto para evitar sequelas no bebê, como cegueira, surdez e deficiência mental.

Formas de Contágio – A Sífilis pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê durante a gestão ou parto. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenir-se contra a Sífilis.

Sinais e Sintomas – Os primeiros sintomas da doença são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas (ínguas), que surgem entre 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com alguém infectado. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mesmo sem tratamento, essas feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz. Mas a pessoa continua doente e a doença se desenvolve. Ao alcançar certo estágio, podem surgir manchas em várias partes do corpo (inclusive mãos e pés) e queda dos cabelos.

Após algum tempo, que varia de pessoa para pessoa, as manchas também desaparecem, dando a idéia de melhora. A doença pode ficar estacionada por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos, podendo, inclusive, levar à morte.

Tratamento – Recomenda-se procurar um profissional de saúde, pois só ele pode fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado, dependendo de cada estágio. É importante seguir as orientações médicas para curar a doença.

Sífilis Congênita

É a transmissão da doença de mãe para filho. A infecção é grave e pode causar má formação do feto, aborto ou morte do bebê quando este nasce gravemente doente. Por isso, é importante fazer o teste para detectar a Sífilis durante o pré-natal e, quando o resultado é positivo, tratar corretamente a mulher e seu parceiro. Só assim se consegue evitar a transmissão da doença.

Sinais e Sintomas – A Sífilis Congênita pode se manifestar logo após o nascimento, durante ou após os primeiros dois anos de vida da criança. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas estão presentes já nos primeiros meses de vida. Ao nascer, a criança pode ter pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou deficiência mental. Em alguns casos, a Sífilis pode ser fatal.

O diagnóstico se dá por meio do exame de sangue e deve ser pedido no primeiro trimestre da gravidez. O recomendado é fazer o teste duas vezes durante a gravidez e repeti-lo logo antes do parto, já na maternidade. Quem não faz pré-natal, deve realizar o teste antes do parto. O maior problema da Sífilis é que, na maioria das vezes, as mulheres não sentem nada e só vão descobrir a doença após o exame.

Tratamento – Quando a Sífilis é detectada, o tratamento deve ser indicado por um profissional de saúde e iniciado o mais rápido possível. Os parceiros também precisam fazer o teste e ser tratados para evitar uma nova infecção na mulher. No caso das gestantes, é muito importante que o tratamento seja feito com a penicilina, pois é o único medicamento capaz de tratar a mãe e o bebê. Com qualquer outro remédio, o bebê não estará sendo tratado. Se ele tiver Sífilis Congênita, necessita ficar internado para tratamento por 10 dias.

Cuidados com o Recém-Nascido – Todos os bebês devem realizar o exame para Sífilis independentemente dos exames da mãe. Os bebês que tiverem suspeita de Sífilis Congênita precisam fazer uma série de exames antes de recer alta.

Tricomoníase

É uma infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Nas mulheres, ataca o colo do útero, a vagina e a uretra; e, nos homens, o pênis.

Sinais e Sintomas – Os sintomas mais comuns são dor durante a relação sexual, ardência e dificuldade para urinar, coceira nos órgãos sexuais, porém a maioria das pessoas infectadas não sente alterações no organismo.

Formas de Contágio – A doença pode ser transmitida pelo sexo sem camisinha com uma pessoa infectada. Para evitá-la, é necessário usar camisinha em todas as relações sexuais (vaginais, orais ou anais). É a forma mais simples e eficaz de evitar uma doença sexualmente transmissível.

Tratamento – Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessa DST, é recomendado procurar um profissional de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado. Os parceiros também precisam de tratamento, para que não haja nova contaminação da doença.

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