A China está à frente dos Estados Unidos no comércio com o Brasil, Argentina, Peru e Venezuela. Dentro da América Latina, a China tem sido vista como uma alternativa aos EUA e à Europa como apoio tanto no desenvolvimento de infra-estrutura como no fomento de um maior crescimento económico.

China pretende expandir sua influência na vizinhança dos Estados Unidos?

Algumas das principais exportações latino-americanas para a China incluem vinho do Chile, soja da Argentina  e minério de ferro do Brasil, o que  empurrou o comércio bilateral em 2013 para um recorde de mais de US $ 260 bilhões.

O presidente chinês comprometeu-se a duplicar o comércio anual nos próximos 10 anos com a América Latina para US $ 500 bilhões. A China também tem fornecido financiamento para usinas de energia nuclear da Argentina, Bolívia e tem ajudado lançar seu primeiro satélite.

Isto leva à preocupação de que a China procura exercer influência direta nas imediações dos Estados Unidos.

Segundo Margaret Myers Diretora do Programa Inter-American Dialogue: “Há certamente entre alguns nos Estados Unidos  a preocupação de que a influência da China na América Latina de alguma forma diminuiria a influência dos EUA . A China está operando em todas as partes do mundo,  há interesse em ser globalmente influente mas eu acho que a maior parte do que está acontecendo é motivado por interesses econômicos “.

De acordo com dados do Departamento de Comércio dos EUA, o investimento direto de empresas norte-americanas para a América Latina caiu quase 20 por cento desde 2011 – uma lacuna que é cada vez mais preenchida pela China.

Analistas dizem que o investimento na América Latina é arriscado devido ao ambiente regulatório em constante mudança. Mas a China está disposta a assumir esse risco  para garantir o abastecimento de energia e de commodities para crescimento econômico.

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