O Citigroup prevê aumentar a receita anual no Brasil nos próximos anos, assessorando potenciais vendas de ativos públicos e revitalizando o mercado de capitais, disse seu presidente-executivo do Brasil aos jornalistas nesta segunda-feira.

Marcelo Marangon disse que o Citi espera que sua receita anual no Brasil cresça para US $ 1,5 bilhão, ante US $ 1,1 bilhão nos próximos anos. Ele não especificou um prazo para o objetivo.

Os banqueiros da divisão brasileira de banco de investimento do Citi já estão visando as maiores vendas de ativos e planejando disputar mandatos nas transações.

A venda mais rápida de ativos do governo deve ser de participações de bancos estatais, como o BNDES e a Caixa Econômica Federal, em empresas de capital aberto.

A BNDESPar, holding do BNDES, possui participações em empresas de energia elétrica, como a Centrais Elétricas Brasileiras SA, a AES Tietê Energia SA e a Companhia Energética de Minas Gerais – CEMIG, bem como no frigorífico JBS SA.

Um fundo controlado pelo governo contratou bancos na semana passada para vender sua participação na resseguradora IRB Brasil Resseguros SA.

O Citi também está planejando uma expansão em sua divisão de banco comercial, que fornece serviços para empresas de médio porte. O chefe de departamento, Antonio Rubens, disse que o Citi planeja duplicar os ativos da unidade bancária brasileira até 2020.

A unidade comercial do banco tem cerca de 5 bilhões de reais (US $ 1,34 bilhão) em ativos, de 75 bilhões de reais para a operação brasileira do Citi como um todo, a maior parte dedicada a grandes corporações.

Rubens disse que esses ativos saltaram 27% em 2018, com a recuperação econômica aumentando a demanda. Os depósitos cresceram 10% para 3 bilhões de reais.

O Citi está visando empresas com faturamento entre 200 milhões e 1,8 bilhão de reais, disse ele.

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